Observatório ACP, estudo

Quem são os condutores portugueses? Que tipo de veículos utiliza nas suas deslocações? O Observatório ACP responde.

488
Observador ACP
Quem são os condutores portugueses? Que tipo de veículos utiliza nas suas deslocações? O Observatório ACP responde.

Foi apresentado hoje um estudo do Observatório ACP intitulado “O condutor português”. Aborda vários aspectos que se relacionam com a mobilidade dos portugueses, mas é maioritariamente focada no automóvel. Tem alguns dados relativos a outros meios de transportes onde as motos acabam por ter alguma atenção. Ficam aqui os pontos mais interessantes no que se refere às duas rodas.

Modos de transporte de casa para o local de trabalho

  • Automóvel 77,9%
  • A pé 6,8%
  • Transporte ferroviário 4,6%
  • Transportes combinados 4,0%
  • Moto 3,5%
  • Passageiro de automóvel 1,6%
  • Bicicleta 0,2%
  • Transporte fluvial 0%

Modos de transporte de casa para o local de estudo

  • Automóvel 45,3%
  • Transportes combinados 15,1%
  • A pé 11,3%
  • Passageiro de automóvel 7,5%
  • Autocarro 7,5%
  • Transporte ferroviário 7,5%
  • Moto 3,8%
  • Bicicleta 1,9%

Dados das duas rodas

As motos e os ciclomotores a representarem 8% dos meios de transporte existentes nos agregados familiares portugueses. Entre os trabalhadores 3,5% utilizam-nos nas suas deslocações diárias, entre estudantes o valor sobe para 3,8%.

A idade do parque de moto rondam os 9,1 anos entre os agregados que possuem apenas uma moto.  Passa para 8 nos que existem duas motos, 9,3 nos que têm três e sobe para os 10,65 nos agregados que tem 4 ou mais motos.

A condução tem melhorado?

Apenas 24% dos inquiridos abordados consideram que a condução dos portugueses está melhor. No entanto as razões apontadas para esta melhoria não são positivas. O destaque vai para os vários meios de repressão que têm vindo a ser impostos. Destacam-se o receio de acidentes, código da estrada mais severo, medo das multas, mais policia e controlos. Estes somam 72% enquanto que a melhor formação, mais civismo, melhores estradas ou veículos representam os restantes 28%.

Melhor formação?

Daqui pode-se extrapolar que uma atitude mais interventiva na formação poderia ser um dos caminho a seguir, no lugar da repressão. Provavelmente não será uma solução tão lucrativa como as usadas actualmente, mas poderia ser bem mais eficaz. Por outro lado os inquiridos avaliam quer o ensino nas escolas de condução como o funcionamento dos centros de inspecção apenas de razoável. A sinalização e estado das estrada recebem um mau.

O estudo pode ser descarregado aqui, onde se tem acesso à forma como foi elaborado o estudo.