Fabricantes pressionam revisão nas portagens

A alínea "J" do Despacho nº 3065/2018, publicada no Diário da República nº 60/2018 de 26 de Março de 2018, abre uma janela alterações nas classes das portagens.

Portagens
A forma como as é feita a distinção entre estas classes, altura do veículo na vertical do eixo dianteiro, leva a que muitos ligeiros familiares sejam taxados como classe 2

Num despacho publicado a 26 de Março de 2018 em Diário da República é equacionada uma revisão do sistema de classificação de veículo ligeiros nas portagens. Pelo que se pode ler na notícia do site Razão Automóvel, a principal pressão vem dos fabricantes de automóveis.

“j) Noutro plano, devem ser avaliadas e equacionadas com a BCR as condições para a implementação das propostas do Grupo de Trabalho informal para a “Eventual Revisão do Sistema de Classificação de Veículos Ligeiros (Classes 1 e 2) para efeitos de Aplicação de Taxas de Portagem”, que têm como propósito a adaptação do atual regime às evoluções técnicas e regulamentares do mercado automóvel;”

Leitura nas portagens

A forma como as é feita a distinção entre as classes de veículos, altura do veículo na vertical do eixo dianteiro, leva a que muitos ligeiros familiares sejam taxados como classe 2. Normalmente são os SUV e os monovolumes os mais sacrificados, quando na verdade tem dimensões e pesos semelhantes ao outras viaturas da sua classe. Apenas são ligeiramente mais altos na zona do eixo dianteiro (no capot). Com a este despacho é pretendido que seja revisto a forma de realizar a distinção entre os veículos.
Para “nós” motociclistas esta questão das portagens não nos afecta directamente, mas poderá ser uma boa altura para “apanharmos uma boleia” e finalmente estabelecer uma classe de portagem só nossa.